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O quiosque Naná, na Barra da Tijuca, onde três médicos foram assassinados na madrugada desta quinta-feira (5), funcionava normalmente durante a tarde, menos de 12 horas após o crime. 

A polícia liberou o espaço após concluir os trabalhos de perícia no local, que ficou com várias marcas de tiro – ao menos 33 foram disparados. 

Turistas, médicos, psicólogos – que participam de um congresso no hotel em frente – e cariocas almoçaram no local, a maioria sem saber do triplo homicídio ocorrido ali horas antes. 

Alguns turistas desavisados chegavam a tirar selfie na orla, perto do estabelecimento. 

A psicóloga Bruna Bolzan participa do mesmo congresso em que estariam presentes os médicos mortos e estava na mesa onde o crime aconteceu. Quando a reportagem contou o que havia ocorrido, ela e dois amigos se mudaram. 

“Estou rindo de nervoso, mas é uma coisa triste. Eu estava sentada lá, mas as pessoas apelidaram de ‘mesa do assassinato’ , aí achei de bom tom trocar de mesa. Eu não sabia que tinha acontecido. Como as pessoas estão querendo filmar, também, saí. Vim para o congresso e aconteceu isso”, disse a mulher.

O tempo todo, equipes de reportagem chegam ao local para mostrar o crime. Por conta disso, a mesa está vazia. 

Enquanto isso, agentes da DH refazem os possíveis trajetos feitos pelos criminosos em busca de pistas e imagens de câmeras de segurança que possam ajudar a identificar os bandidos. 

“O Rio de Janeiro está completamente abandonado. Não estamos mais seguros. Não é crível um crime nessa área tão movimentada. Está tendo um congresso extremamente importante e não se tem segurança “, conta uma médica que está hospedada na Barra da Tijuca e estava almoçando no quiosque.

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Imagens de câmeras de segurança de um quiosque na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, mostram o momento em que três criminosos descem de um carro na Avenida Lúcio Costa, na madrugada desta quinta-feira (5), e matam três médicos em um quiosque. Um quarto médico também foi baleado e foi levado para um hospital da região. 

O vídeo mostra que, assim que o veículo encosta na pista ao lado da ciclovia, os criminosos descem, correm na direção das vítimas e efetuam pelo menos 33 disparos. De acordo com a câmera de segurança, o crime aconteceu à 0h59. 

No momento em que os criminosos efetuam os disparos, dois clientes que estavam sentados em uma mesa do estabelecimento correm. A ação durou menos de 30 segundos. 

Uma das vítimas, o ortopedista Diego Ralf Bomfim, que tinha 35 anos, é irmão da deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP). Ele chegou a ser levado para o Hospital Lourenço Jorge, mas não resistiu aos ferimentos.

sentados em uma mesa do estabelecimento correm. A ação durou menos de 30 segundos. 

Uma das vítimas, o ortopedista Diego Ralf Bomfim, que tinha 35 anos, é irmão da deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP). Ele chegou a ser levado para o Hospital Lourenço Jorge, mas não resistiu aos ferimentos. 

Devido à proximidade de uma das vítimas com a parlamentar, o ministro da Justiça, Flávio Dino, determinou que a Polícia Federal acompanhe a investigação.

Mapa mostra onde médicos foram assassinados no Rio — Foto: Editoria de Arte g1