<img src=’https://img.r7.com/images/r7-ciclofaixa–ciclovia–av-sumare–zona-oeste–sp-1500-20092023162716068′ /><br />
A cidade de São Paulo possui a maior malha cicloviária do país, de acordo com a prefeitura. Com&nbsp;antigos investimentos milionários em 609 km de vias para ‘bikes’, ciclistas insatisfeitos relatam que muitos trechos estão em situações precárias e colocam suas vidas em risco. O&nbsp;R7&nbsp;percorreu ruas e avenidas da capital paulista para entender e registrar quais são os principais problemas. Confira!Ciclofaixas apagadasFalta de tinta e desgaste de ciclovias e ciclofaixas fazem com que elas sumam no asfalto. Na rua Dionisio da Costa, localizada no bairro Chácara Klabin, na zona Sul de São Paulo, a impressão que fica é que a via para os veículos foi reformada e que a ciclofaixa foi completamente ignorada, na visão do especialista em mobilidade por bicicleta, William Cruz. “Além de estar sem sinalização de solo, o pavimento é péssimo e pode derrubar o ciclista”, afirmouCarros estacionadosO especialista ainda diz que ciclofaixas apagadas e a falta de sinalização pode fazer com que motoristas pensem que a área destinada às bicicletas está abandonada e a desrespeitem. Na rua&nbsp;Teodureto Souto, localizada no Cambuci, na zona Sul de SP, por exemplo, é comum ver carros estacionados sobre a ciclofaixa. “Ela é ignorada constantemente por motoristas, que passam o dia estacionados sobre ela como se não existisse. Acaba se tornando impossível de usar. O ciclista tem que desviar e circular em meio aos carros, muitas vezes no contrafluxo, criando um alto risco de atropelamento”, disseBuracosA ciclofaixa na rua Piauí com av. Angélica é um dos exemplos de buracos na ciclofaixa. Além de causar acidentes, passar por esse tipo de rombo pode danificar a bicicleta.&nbsp;”Quando a gente encontra um buraco desses, precisamos diminuir bastante a velocidade, passar pelo canto ou bem devagar para não estragar a bike”, contou o estudante Danilo, de 16 anos, que costuma pedalar pelo bairro para ir à escolaSujeiraNa ciclofaixa na av. Aricanduva, na zona leste da cidade de São Paulo, a equipe de reportagem flagrou um amontoado de lixo rente à guia. Sujeira nas faixas para bicicletas dificultam o caminho e ocupam o espaço já estreito para os ciclistas. Para a chilena Paula Monroy, que mora no Brasil há oito anos e tem o costume de pedalar pela cidade, o acúmulo de lixo nas ciclovias e ciclofaixas é resultado da falta da “cultura da bicicleta” no país e desrespeito por quem não pedala. “Há lugares nem um pouco preparados para os ciclistas”, disse&nbsp;Degrau entre asfalto e sarjetaAlém de ser estreita e ter muito lixo, a ciclovia na av. Aricanduva possui um degrau entre o asfalto e a sarjeta. “Se o pneu escorrega de lado, há risco do ciclista cair na via e ser atropelado. E se ele tenta andar fora do degrau e da sarjeta, pode esbarrar o guidão nos balizadores ou, pior, acontecer de um carro tocar o retrovisor na ponta do guidão. Se um retrovisor empurra o guidão para a frente, o ciclista desequilibra para o lado em que está o carro e cai na via”, explicou WilliamMato e galhos na viaNa av. Sumaré, zona oeste da cidade, rachaduras, buracos e galhos de árvores acompanham a extensão da ciclovia. “A gente precisa passar desviando de tudo. Em alguns lugares, o mato alto invade a ciclovia, ou galhos são deixados no caminho após a poda das árvores”, falou Alexandre Scuriza, ciclista há mais de 30 anos e membro do grupo de pedal&nbsp; “Pedala ZL”Desembarque de passageirosNa ciclofaixa da av. Rebouças, zona oeste de SP, carros e motocicletas invadirem a área das bicicletas na tentativa de escapar do trânsito, ou pararem para que passageiros desçam, tornou-se comum. “Estava subindo a ciclovia da Rebouças e encontrei um Uber estacionado sobre ela em frente ao metrô, para desembarque dos passageiros. Passei do lado, desviando pela rua e correndo risco com isso. Ele saiu com o carro e passou do meu lado me xingando, ameaçando descer para me bater”, contou. “Quem dirige tem que entender que, parando “só um minutinho” em uma ciclofaixa, alguém pode ser atropelado”, disseCiclistas na calçadaO uso de ciclofaixas por carros e motocicletas, como na av. Rebouças,&nbsp;força os ciclistas a procurarem um caminho alternativo nas ruas e calçadas. Para o especialista em tráfego Horácio Figueira, invadir a calçada de bicicleta é um risco gritante para a vida do pedestre, peão mais frágil no trânsitoNa sexta-feira (22), um dia após apuração do R7 nas ruas de São Paulo, a Prefeitura anunciou a criação de um&nbsp;Programa de Manutenção Permanente das Ciclovias&nbsp;da cidade. O projeto tem objetivo de garantir a manutenção contínua dos 690 km de ciclovias já existentes na cidade e garantir a recuperação imediatava daquelas em situação crítica. A ação deve durar pelo menos dois anos
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Com informações do R7

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