Dois trabalhadores em situação análoga à escravidão foram resgatados pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (5), de uma empresa que processa plástico, em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.



Segundo o Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), as vítimas eram mantidas trancadas dentro do imóvel, com janelas com barras de ferro, similares a grades. Elas também respiravam fumaça tóxica, proveniente das atividades da empresa, e eram vigiadas por um cão da raça rottweiler.



Hoje, policiais se deslocaram até o imóvel para cumprir um mandado de busca e apreensão — inicialmente por furto de energia elétrica. No local, foram recepcionados pelo cachorro, que estava solto, por isso a equipe precisou usar uma bomba de efeito moral para afastar o animal.



Para entrar no imóvel, os agentes precisaram arrombar a porta e descobriram que os trabalhadores viviam em condições análogas à escravidão. Eles estavam escondidos nos entulhos de sucata plástica sem equipamentos de segurança, apesar de manipularem material tóxico.


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De acordo com a investigação, os produtos, altamente inflamáveis, exalavam gases e fumaça durante o processamento dos plásticos. A empresa não possuía extintores de incêndio ativos. Todos estavam amontoados em um corredor e com data vencida.


Os banheiros e a cozinha também estavam em condições insalubres e imundos. Técnicos de uma empresa de fornecimento de eletricidade ainda utilizaram sondas especiais para descobrir o mecanismo que permitia o furto de energia. 

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