O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta segunda-feira (6) que houve “falha de comunicação” entre as autoridades e empresas para solucionar os transtornos provocados pelo corte de energia elétrica desde o forte temporal que atingiu o estado, na última sexta-feira (3).


O apagão de luz em São Paulo chegou a afetar 2,1 milhões de consumidores. Segundo a concessionária Enel, até a tarde desta segunda, pelo menos 400 mil pessoas continuavam a sofrer com a falta de energia.


“Coisas que aconteceram nesse episódio: às vezes a gente estava levando um gerador para uma instalação da Sabesp para restabelecer o funcionamento da estação elevatória, e quando a gente chegava com o gerador, aquela estação já tinha sido religada. Então, a gente acabava perdendo tempo e tinha que levar para outro local”, exemplificou o governador.


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Durante a coletiva de imprensa, Tarcísio declarou que foi registrado um problema no fluxo de informações entre as autoridades. Com isso, o governo pretende criar um  canal de comunicação entre a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, as prefeituras e as distribuidoras de energia. Outra meta é melhorar o diálogo com os consumidores e a mídia.


Reunião


Nesta segunda-feira à tarde, o governador se reuniu com executivos de cinco empresas responsáveis pela distribuição de energia em São Paulo, diretores da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), deputados estaduais e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes. As causas do apagão de luz, os transtornos provocados por ele, o restabelecimento imediato da energia elétrica e o ressarcimento dos consumidores foram alguns dos temas discutidos.


“Procuramos nessa reunião pensar um pouco no futuro. Não adianta também pensar só no que passou. Temos que entender que essa questão será cada vez mais recorrente. Os eventos climáticos estão aí, os eventos extremos estão aí e vieram para ficar. A gente passou por uma chuva sem precedente no início do ano no litoral norte e agora esse evento sem precedente”, afirmou Tarcísio.



Na reunião, o governo estabeleceu que a Aneel e as distribuidoras de energia têm o prazo de 30 dias para estudar um plano especial de atendimento para o ressarcimento dos consumidores afetados pelas fortes chuvas, principalmente os pequenos comerciantes e os moradores de baixa renda.


“Esse ressarcimento já é regulado, já é uma coisa que acontece. Ele acaba sendo maior por período de indisponibilidade. Quanto maior o tempo, maior o ressarcimento. Pedimos agilidade nos pedidos dos clientes”, disse o governador.


Outra meta é a criação de um plano de contingência para eventos extremos, a fim de que o governo se prepare melhor para episódios como esse, que deixou sete pessoas mortas na capital e na região metropolitana de São Paulo. 


Para isso, será estabelecida uma coordenação entre a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, as prefeituras e as distribuidoras de energia.


Investigação


O Ministério Público de São Paulo vai investigar a concessionária Enel por possível omissão no restabelecimento da energia elétrica de moradores da capital e da região metropolitana de São Paulo desde o forte temporal da última sexta-feira.


A informação foi confirmada pelo R7, nesta segunda, pelo promotor de Justiça Silvio Marques, da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital.


O órgão vai investigar os motivos que levaram tantos consumidores a ficar sem energia elétrica e a quantidade de funcionários que a empresa — que atende 24 municípios no estado de São Paulo — tem para demandas urgentes.


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