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Home»Brasil»Em 48 horas, Israel mata 200 pessoas e fere mil na Faixa de Gaza
Brasil

Em 48 horas, Israel mata 200 pessoas e fere mil na Faixa de Gaza

adminBy adminJunho 21, 2025Sem comentários3 Mins Read
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Nas últimas 48 horas, Israel matou 200 palestinos e feriu 1 mil na Faixa de Gaza, informou o Ministério da Saúde local neste sábado (21). Com isso, chega a 55,9 mil o número de pessoas mortas no enclave palestino desde o dia 7 de outubro de 2023. Ao todo, 131,1 mil pessoas foram feridas segundo os dados oficias.

O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) disse que houve massacres deliberados contra civis, incluindo aqueles que buscavam alimentos nos centros de distribuição de comida controlados por Israel.

“O exército de ocupação visa deliberadamente apenas civis indefesos, intensificando seus assassinatos diários como parte de uma política sangrenta calculada que visa perpetuar e agravar essa realidade brutal. O assassinato de crianças, mulheres e civis inocentes continua sendo um objetivo diário fixo para o exército de ocupação”, diz nota do Hamas.

Muitos dos assassinatos de civis em Gaza têm sido registrados nos pontos de distribuição de alimentos, com centenas de vítimas nas últimas semanas. De acordo com a organização do Movimento Internacional da Cruz Vermelha que opera no local, “a grande maioria dos pacientes relata que foi ferida ao tentar obter ajuda”. 

Desde o início de março, Israel impede a entrada de ajuda humanitária de todas as organizações que atuavam no local, o que tem agravado a fome dos cerca de 2 milhões de habitantes da área. Após 11 semanas de bloqueio, Israel permitiu a entrada de ajuda via organização apoiada pelos Estados Unidos (EUA).

Israel defende a nova forma de distribuição de alimentos que, segundo o exército, impediria o Hamas de ter acesso a essa ajuda. Já a ONU diz que a quantidade é insuficiente e pede para que Israel permita a entrada de 6 mil caminhões ajuda para a população do território.

Batalhas

Em informe divulgado neste sábado, o Exército israelense disse que, apesar da guerra contra o Irã, continuam com operações em Gaza para recuperar os reféns sob controle do Hamas.

“Após mais de 600 dias de guerra, nunca esquecemos, por um momento sequer, nossos irmãos e irmãs mantidos em cativeiro em Gaza, e estamos agindo para trazê-los de volta para casa”, disse, em nota, a Força de Defesa de Israel (FDI).

Na última terça-feira (17), Israel disse ter matado o diretor de Finanças da ala militar do Hamas, Ibrahim Abu Shumala.  

Na sexta-feira (20), o Hamas divulgou vídeo em suas redes sociais mostrando emboscadas que teriam sido feitas nos últimos dias por membros do grupo contra soldados e tanques israelenses.

Entenda

A atual fase do conflito na Faixa de Gaza começou após um ataque surpresa do Hamas a vilas ao sul de Israel, matando 1,2 mil pessoas e fazendo cerca de 220 reféns, conforme dados divulgados por este país.

O Hamas sustenta que o ataque foi uma resposta ao cerco de mais de 17 anos imposto a Gaza e também uma resposta à ocupação dos territórios palestinos por Israel. Quando Israel é fundado, em 1948, estima-se que 750 mil palestinos tenham sido expulsos de suas terras, dando início ao drama dos refugiados. 

Em resposta ao ataque do Hamas de 7 de outubro, o Exército israelense iniciou uma ofensiva sem precedentes contra Gaza, deslocando mais de 90% da população e destruindo a maior parte da infraestrutura local, ação que vem sendo considerada um genocídio por diversos países e organizações internacionais. 

O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tem defendido a ocupação permanente de Gaza e encoraja a emigração dos palestinos do local. Segundo Israel, o objetivo é resgatar os reféns que ainda estão com o Hamas e eliminar o grupo completamente.

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Com informações da Agência Brasil

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