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Home»Brasil»Adoniran Barbosa completa 115 anos de nascimento neste 6 de agosto
Brasil

Adoniran Barbosa completa 115 anos de nascimento neste 6 de agosto

adminBy adminAgosto 6, 2025Sem comentários4 Mins Read
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No dia em que o nascimento do compositor Adoniran Barbosa completa 115 anos, a Galeria do Rock faz uma homenagem especial em parceria com a cantora Marcia Mah, que apresenta um pocket show e a exibição do curta-metragem Saudosa Floresta, celebrando os 70 anos da canção Saudosa Maloca.

O evento é gratuito e ocorre nesta quarta-feira (6), no Espaço Arena Galeria, a partir das 18h. Haverá ainda uma pequena exposição de objetos de Adoniran Barbosa, que fazem parte do acervo particular do produtor cultural Cassio Pardinio.

A animação conta a história de João Rubinato, a representação de Adoniran, e Sabiá Laranjeira, ave símbolo do país e da biodiversidade dos biomas brasileiros, em meio a um cenário de desmatamento e falta de moradia. O projeto foi realizado pela artista Marcia Mah, o cartunista Barão do Pirapora, o filmmaker Juca Mencacci, o músico Luiz Anthony, Maurício Nogueira e o ator Alexandre Franklin.

Batizado como João Rubinato, o filho de imigrantes italianos nasceu na cidade de Valinhos, interior de São Paulo. Abandonou os estudos ainda no primário para trabalhar. Foi tecelão, balconista, pintor de paredes e até garçom. Após arrumar um emprego na capital paulista, aos 22 anos, passou a participar de programas de calouros em rádios. Em 1941, foi trabalhar na Rádio Record como ator cômico e locutor. Foi lá que conheceu o grupo Demônios da Garoa, com quem teve longa e próspera parceria.

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Por não considerar seu nome ideal para um cantor de samba, mudou para Adoniran, nome de um amigo. O sobrenome veio em homenagem ao sambista Luiz Barbosa. A partir daí tornou-se um dos compositores mais importantes do Brasil e uma das vozes mais representativas da comunidade ítalo-paulistana.

Adoniran é o responsável pelos três clássicos Trem das Onze, Samba do Arnesto e Tiro ao Álvaro, músicas que mostram sua relação profunda e íntima com o centro de São Paulo, região que o inspirava com o cotidiano de trabalhadores, bares e cortiços para criar suas músicas.

Uma de suas marcas registradas, a pronúncia errada de algumas palavras, era a forma de Adoniran se aproximar do povo. Em Samba do Arnesto essa estética fica clara com a letra “o Arnesto nos convidou / Prum’ samba, ele mora no Brás / Nós fumos, não encontremos ninguém / Nós vortermos com uma baita de uma reiva / Da outra vez, nós não vai mais / Nós não semos tatu”.

Lançada em seu primeiro álbum, em 1974, a canção chegou a ser censurada pela ditadura, com a justificativa “não é admissível a utilização do mau vernáculo nos meios de comunicação”. Por conta disso, a música só foi lançada no segundo disco, em 1975.

Em alguns casos, a poesia do compositor aparece em um jogo de palavras, como o apaixonado Álvaro, que também é um jogo de palavras com “alvo” em Tiro ao Álvaro. O personagem é o destino certo das frechadas [flechadas] disparadas pelo olhar da moça, mais mortíferas do que veneno estriquinina e bala de revorver.

A partir dessa poesia, identificada com as camadas menos favorecidas da população, Adoniran contava histórias de eventos diários que, às vezes, chegavam à crítica social, como no despejo de Saudosa Maloca. “Peguemos todas nossas coisas e fumo pro meio da rua, apreciá a demolição/ Que tristeza que nós sentia/ Cada táuba que caía, doía no coração”, compôs Adoniran, dando voz aos sem-teto que observam a derrubada do imóvel onde tinham vivido nos últimos anos.

Adoniran Barbosa faleceu em 23 de novembro de 1982, aos 72 anos de idade. Estava internado no hospital São Luiz tratando enfisema pulmonar. Foi sepultado no Cemitério da Paz, na capital paulista. 

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Com informações da Agência Brasil

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