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Home»Brasil»“Só tem um caminho: implementar”, diz Marina sobre metas climáticas
Brasil

“Só tem um caminho: implementar”, diz Marina sobre metas climáticas

adminBy adminAgosto 16, 2025Sem comentários3 Mins Read
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Ao ser questionada sobre a expectativa para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém, em novembro, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva foi enfática ao afirmar que “agora, só tem um caminho: implementar”.

A ministra deu a declaração após participar, neste sábado (16), no Rio de Janeiro, do evento voltado para mobilização política em ações climáticas The Climate Reality Project, liderado pelo ex-presidente dos Estados Unidos e ativista ambiental, Al Gore.


Rio de Janeiro (RJ), 16/08/2025 - A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, participam de treinamento para novas lideranças climáticas oferecido pelo Climate Reality Project, na Barra da Tijuca. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A ministra Marina Silva e o ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore participam de treinamento para novas lideranças climáticas oferecido pelo Climate Reality Project – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Ao responder à imprensa, Marina Silva complementou: “É preciso agora implementar os compromissos que nós já assumimos por consenso. Assumimos em Dubai, no Azerbaijão, que era US$ 1,3 trilhão [para financiamento climático], de triplicar [energia] renovável, duplicar eficiência energética, nos afastar para longe de combustível fóssil, de desmatamento, viabilizar os recursos de perdas e danos. Tudo isso já foi decidido”, diz.

A ministra ressaltou que o mundo chegou ao limiar do processo que já é debatido há 33 anos e vive hoje uma crise civilizatória, em que líderes preferem guerrear entre si a declarar guerra contra uma ameaça planetária. “São 500 mil vidas perdidas a cada ano, só em função de onda de calor. Em dois anos, as ondas de calor matam mais pessoas do que o que aconteceu com a covid-19”, destacou.

De acordo com a ministra, o sucesso das negociações climáticas está em um bom planejamento para os próximos dez anos que garanta a efetividade de ações para manter o aquecimento do planeta em 1,5º acima do nível pré-industrial. “Se o Acordo de Paris nos levou ao caminho das regras e da negociação, agora tem que nos levar para o mapa do caminho da implementação”, reforçou Marina.


Rio de Janeiro (RJ), 16/08/2025 - A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, participa de treinamento para novas lideranças climáticas oferecido pelo Climate Reality Project, na Barra da Tijuca. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A ministra Marina Silva participa de treinamento para novas lideranças climáticas oferecido pelo Climate Reality Project, no Rio – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Recursos

Ao ser questionada sobre os recursos de terras raras existentes em territórios ocupados por comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas, a ministra voltou a apoiar a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de vetar os dispositivos que tratam do assunto na proposta que mudou as regras do licenciamento ambiental no país e que originou a Lei nº 15.190.

“A decisão e os vetos que o presidente Lula fez no PL, que retirava o direito de manifestação dos povos indígenas, dos povos, quilombolas e comunidades tradicionais, em qualquer que seja o empreendimento que tenha a ver com suas terras, é uma parte dessa resposta”, afirmou a Marina.

Para ela, qualquer solução técnica não pode ser desprovida do cuidado ético com aqueles que têm um estilo de vida diferente e ajudam a proteger os recursos naturais e a equilibrar o planeta. “O esforço é de que não se olhe só para a necessidade, pelo lado da demanda, que se tenha um crivo ético também pelo lado da oferta. São exposições concretas que o Brasil tem que ter na COP para ser um legado de verdade”, disse.

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Com informações da Agência Brasil

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