Close Menu
Carioca de Suzano NotíciasCarioca de Suzano Notícias
  • Alto Tietê
  • Brasil
  • Mundo
  • São Paulo
What's Hot

Mulheres defendem articulação em rede para ampliar participação

Novembro 6, 2026

Fachin pede parecer da PGR sobre pedido de liberdade para Vorcaro

Novembro 6, 2026

Medida provisória regulamenta o Imposto Seletivo para 2027

Novembro 6, 2026
Facebook X (Twitter) Instagram
Carioca de Suzano NotíciasCarioca de Suzano Notícias
  • Alto Tietê
  • Brasil
  • Mundo
  • São Paulo
Facebook X (Twitter) Instagram
Carioca de Suzano NotíciasCarioca de Suzano Notícias
Home»São Paulo»Cólica menstrual intensa na adolescência eleva risco de desenvolver dor crônica generalizada, diz pesquisador da USP
São Paulo

Cólica menstrual intensa na adolescência eleva risco de desenvolver dor crônica generalizada, diz pesquisador da USP

adminBy adminOutubro 4, 2025Sem comentários4 Mins Read
Facebook Twitter Pinterest Telegram LinkedIn Tumblr WhatsApp Email
Share
Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Telegram Email

A cólica menstrual intensa não é apenas um desconforto que acompanha a vida das adolescentes. Um estudo longitudinal publicado no The Lancet Child & Adolescent Health revelou que jovens que apresentavam cólicas moderadas ou severas aos 15 anos de idade tiveram maior risco (até 76%) de desenvolver dor crônica aos 26. A pesquisa internacional contou com a participação do professor Omero Benedicto Poli Neto, do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, para quem a cólica menstrual não pode ser tratada com normalidade. “Quando é intensa, ela é um marcador importante e aumenta significativamente o risco de uma adolescente se tornar uma mulher com dor crônica”, alerta.

LEIA TAMBÉM: Outubro Rosa: quatro maneiras de agendar mamografia gratuitamente em SP

O trabalho analisou 1.157 participantes do Reino Unido ao longo de 12 anos. Atendidas aos 15 anos, as adolescentes relataram a intensidade das cólicas menstruais. Posteriormente, aos 26 anos, foram avaliadas quanto à presença de dor crônica – dor persistente por três meses ou mais. Entre aquelas que nunca tiveram cólica, cerca de 18% desenvolveram dor crônica na vida adulta. Já nas que sofriam de cólica moderada, o risco subiu para 65% , enquanto que, para as que tinham cólica severa, o aumento chegou a 76% em comparação com as demais.

Segundo Poli Neto, o acompanhamento de longo prazo, durante o estudo, permitiu estabelecer uma relação de causalidade. “Até então, não havia trabalhos dessa magnitude. O que mostramos é que a cólica menstrual [intensa] pode ser a causa de dores crônicas no futuro.”

Exposição repetida à dor compromete futuro

Os resultados mostram que as consequências não ficam restritas ao abdome e à região pélvica. Além dessas regiões, o levantamento apontou maior ocorrência de cefaleia (dores de cabeça) e dores nas costas entre as participantes que sofreram com cólicas intensas na adolescência. Também houve aumento em dores articulares, como em joelhos e punhos.

“Uma adolescente que sofre com cólica intensa não está apenas em risco de continuar com dor pélvica. Ela pode desenvolver enxaqueca, dor nas costas ou em outras partes do corpo. Em nosso julgamento, o que conecta essas condições é o sistema nervoso central, que se torna mais sensível após a exposição repetida à dor”, explica o professor.

Esse mecanismo é descrito como plasticidade do Sistema Nervoso Central (SNC): quanto mais prolongada e severa a experiência dolorosa, maior a chance de o organismo “guardar” esse padrão e responder com dor a outros estímulos ao longo da vida. “Há uma relação dose-dependente. Quanto mais tempo e intensidade de dor, principalmente em uma fase da vida onde o SNC tem grande plastia (infância e adolescência), maior o risco de surgirem outras condições, como fibromialgia e enxaqueca, no futuro”, afirma Poli Neto.

Quando a cólica deixa de ser normal

Embora muitas vezes naturalizada, a cólica menstrual intensa deve acender um sinal de alerta. Segundo o professor, quando a dor interrompe a rotina escolar ou de trabalho por dias, não melhora com analgésicos comuns ou compromete a vida social, é preciso procurar atendimento médico especializado. 

“Se a adolescente precisa faltar à escola com frequência, por meses consecutivos, devido à dor, isso não é normal. É um sinal claro de que precisa de avaliação personalizada”, orienta o professor. Ele ressalta, porém, que nem sempre será identificado um diagnóstico de patologia, como a endometriose, por exemplo. “A maioria das meninas não terá uma doença evidente, mas a dor é real e precisa ser legitimada. O acolhimento é parte essencial do tratamento.”

O estudo também analisou a influência da saúde mental e mostrou que ansiedade e depressão explicam apenas uma pequena parte da associação. Ainda assim, a relação é complexa. “A dor crônica pode gerar sintomas depressivos e ansiosos, mas pessoas com histórico de ansiedade e depressão também são mais vulneráveis a desenvolver dor. É uma via de mão dupla, e o tratamento precisa considerar isso”, explica o professor.

O que fazer para mudar esse cenário

Para o pesquisador, enfrentar o problema exige ação em várias frentes. “A primeira medida é a educação. É falar sobre menstruação com meninas, meninos, pais e educadores, tirando o tema do tabu.” Ele também defende ambientes sociais mais saudáveis, com estímulo à participação em atividades sociais, esportivas e combate a abusos físicos e emocionais que aumentam a vulnerabilidade.

No campo da saúde, Poli Neto aponta a necessidade de reformar os serviços para acolher a dor crônica feminina, capacitar profissionais e garantir acesso a tratamentos que podem reduzir a cólica, como anticoncepcionais hormonais, quando indicados. “É inacreditável que muitas meninas nem saibam que o anticoncepcional pode melhorar a cólica menstrual. A informação precisa chegar a todas, e o sistema de saúde deve estar preparado para oferecer cuidado contínuo.”

source
Com informações do Governo de São Paulo

Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
admin
  • Website

Related Posts

Defesa Civil registra rajadas de vento de até 80 km/h e quedas de árvores em municípios paulistas

Novembro 6, 2026

Trabalho de inteligência e equipes de todo o estado de SP ajudaram Polícia Civil a localizar agressor de idoso em Osasco

Novembro 6, 2026

Siga Fácil: saiba como cancelar ou pedir restituição de multas do sistema de pórticos das rodovias de SP

Novembro 6, 2026

Obras do Sistema Paiva Castro avançam com 15 frentes de trabalho e 239 profissionais mobilizados

Novembro 6, 2026

Bom Prato: confira quais restaurantes abrem neste fim de semana

Novembro 6, 2026

Polícia de SP apreende 576 quilos de drogas e captura procurado durante operação nas rodovias paulistas

Novembro 6, 2026
Leave A Reply Cancel Reply

Editors Picks

Mulheres defendem articulação em rede para ampliar participação

Novembro 6, 2026

Fachin pede parecer da PGR sobre pedido de liberdade para Vorcaro

Novembro 6, 2026

Medida provisória regulamenta o Imposto Seletivo para 2027

Novembro 6, 2026

Defesa Civil registra rajadas de vento de até 80 km/h e quedas de árvores em municípios paulistas

Novembro 6, 2026
Advertisement
© 2026-Carioca de Suzano - Todos os direitos reservados..
  • Alto Tietê
  • Brasil
  • Mundo
  • São Paulo

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

Go to mobile version