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Home»Brasil»Comissão aprova criação de política para melhorar manejo da água em áreas urbanas
Brasil

Comissão aprova criação de política para melhorar manejo da água em áreas urbanas

adminBy adminOutubro 14, 2025Sem comentários3 Mins Read
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13/10/2025 – 19:10  

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Icaro de Valmir, relator do projeto de lei

A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria a Política Nacional de Gestão e Manejo Integrado de Águas Urbanas, abrangendo águas pluviais (chuva) e águas cinzas (saídas de chuveiros, lavatórios, tanques e máquinas de lavar roupa).

A política tem como objetivos:

  • reduzir o volume de água das chuvas que escoa sem controle;
  • incentivar o reúso das águas cinzas e industriais;
  • melhorar a qualidade e a quantidade de recursos hídricos;
  • controlar enchentes urbanas;
  • promover o uso racional da água.

Uma das principais inovações é que o reúso planejado das águas cinzas será considerado serviço ambiental, sujeito a pagamento como prevê a legislação.

Pela proposta, leis municipais definirão prazos e condições para a instalação de hidrômetros individualizados e de equipamentos que economizem água em áreas urbanas.

Quem deve cumprir
A obrigatoriedade de implantar medidas para melhorar a qualidade da água recai sobre:

  • empreendimentos que gerem impermeabilização do solo superior a mil m² ou localizados em municípios com mais de 100 mil habitantes, com histórico de enchentes ou que integrem regiões metropolitanas ou aglomerações urbanas;
  • projetos de regularização fundiária em áreas urbanas;
  • edifícios públicos em áreas urbanas;
  • indústrias (conforme regulamento); e
  • empresas responsáveis pelos serviços de saneamento básico.

Relator na comissão, o deputado Icaro de Valmir (PL-SE) recomendou a aprovação, com alterações, do substitutivo adotado pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. O texto aprovado aproveita trechos do Projeto de Lei 7818/14, do deputado Geraldo Resende (PSDB-MS), e de outros 11 projetos apensados.

Exclusão de incentivos
Uma das mudanças do relator é a supressão de todos os instrumentos econômicos previstos, como linhas de crédito especiais e a redução de taxas de juros para condomínios e empreendimentos que adotassem sistemas de reúso de águas cinzas. O texto original previa que o BNDES destinasse pelo menos 1% de seu orçamento anual para financiar esses incentivos.

“Sobre os instrumentos econômicos, entendemos que eles não apresentam compatibilidade fiscal e orçamentária, de modo que estaríamos debatendo um projeto sem viabilidade de avançar na Comissão de Finanças e Tributação”, alertou Icaro de Valmir.

Entre outras alterações propostas pelo relator e aprovadas pela comissão está a que desobriga os responsáveis por empreendimentos de elaborarem o plano de manejo e drenagem das águas pluviais urbanas. “Entende-se que tal plano deveria ser elaborado pelo poder público municipal, no âmbito do plano diretor”, acrescentou o relator.

Também foi suprimido o conceito de “condomínio urbanístico” do texto da política, sendo substituído apenas por “condomínios”.

Próximas etapas
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Pierre Triboli

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Com informações da Câmara Federal dos Deputados

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