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São Paulo

‘Balada’ dos cupins: insetos encontram-se em pontos de luz antes de se reproduzir 

adminBy adminJunho 1, 2026Sem comentários4 Mins Read
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A mistura das altas temperaturas com as chuvas é a combinação perfeita para que os bichos de luz  – também conhecidos como cupins alados, aleluia ou siriri – saiam da toca. Eles chegam em bandos e se amontoam em qualquer ponto luminoso: postes, lâmpadas, abajures e até tela de celular. Essas grandes concentrações de insetos, chamadas revoadas, antecedem o período reprodutivo de cupins alados.

Cupins alados são aqueles insetos que se alimentam da madeira dos móveis e deixam as asas espalhadas pelo chão. Segundo especialistas do Instituto Biológico, ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, as revoadas acontecem principalmente principalmente em períodos mais quentes e úmidos do ano, quando as condições ambientais favorecem a reprodução e formação de novas colônias.

São cerca de 3 mil espécies espalhadas pelo mundo, com 350 apenas no Brasil. Durante a primavera e verão, com calor e umidade, eles saem em busca do par ideal para garantir a reprodução e criação da colônia. 

LEIA TAMBÉM: Após 60 dias de cuidados em centro de reabilitação de SP, bicho-preguiça volta à natureza

Como os cupins formam colônias

Fotos: Renato Rodrigues

Durante o “voo nupcial”, os machos e fêmeas férteis se encontram com indivíduos de outras colônias para formarem pares de casais mais diversos. Depois, ao pousarem no chão, perdem as asas de maneira natural. 

Já sem as asas, as fêmeas “levantam” o abdômen e liberam substâncias químicas, os chamados feromônios, para atrair os machos. Ao encontrarem com seus respectivos parceiros, é hora de buscar um lugar para armazenar os ovos e criar uma nova colônia.

A fêmea vai na frente e o macho segue atrás, no comportamento chamado “tandem”, semelhante à um trem, até encontrarem o local ideal. 

Foto: Renato Rodrigues

Sinais de infestação de cupim

O melhor ambiente para os aleluias – ou siriris – são aqueles onde há algum vestígio de madeira, como móveis e estruturas, que servem de alimento e abrigo. Os sinais de uma infestação de cupins são a presença de pó de madeira pela casa, esse pó com aparência de madeira esfarelada são na verdade fezes dos insetos.

Encontrar asas transparentes também pode indicar a presença de cupinzeiros por perto. Com isso, o Centro de Vigilância Sanitária (CVS) de São Paulo indica práticas para prevenir infestações: 

  • manter os ambientes ventilados e secos;
  • evitar o acúmulo de madeira em locais úmidos;
  • realizar inspeções periódicas em móveis e estruturas.

Além disso, para períodos de revoadas, o CVS recomenda instalar telas em portas e janelas, retirar madeiras infestadas e observar sinais como asas espalhadas no chão e resíduos semelhantes à serragem. A orientação é procurar a avaliação especializada ao identificar focos grandes recorrentes dentro de casa.

Os problemas trazidos pelos cupins

A capacidade dos cupins colocarem estruturas abaixo vem do fato de serem celulósicos, ou seja, se alimentam da celulose presente na madeira, no papel ou até mesmo em tecidos.

Em contato com móveis, esses insetos usam um aparelho bucal mastigador que os torna capazes de triturar a parte interna da madeira em que estão alojados, deixando a peça completamente oca. Os cupins de madeira seca podem viver dentro de uma casa por anos até que o estrago seja percebido. 

Especialistas do Instituto Biológico alertam, ainda, que infestações em árvores urbanas podem comprometer a estrutura dos troncos. Com isso, os riscos de quedas durante períodos de chuvas e ventos fortes aumentam.

Importância ambiental

Para além de sua capacidade de destruir móveis e estruturas de madeira, esses insetos exercem papéis essenciais no equilíbrio dos ecossistemas. Aves, mamíferos, serpentes e sapos são alguns exemplos de espécies que se alimentam dos cupins. 

Além disso, eles são uma importante ferramenta para a nutrição e fertilização do solo em que vivem, uma vez que são responsáveis pela decomposição de matéria orgânica. 

Cupins alados 

  • Onde habitam: madeira seca, solo ou sobre a vegetação (troncos de árvores).
  • Características físicas: o tamanho pode variar de 3 a 25 milímetros de comprimento (sem as asas). Os operários são menores que os soldados, e os reprodutores são maiores que todos – sendo a rainha a maior de todas, já que seu abdômen se expande de forma extraordinária para comportar a produção de milhares de ovos por dia.
  • Ciclo de vida: ovo, larva, ninfa e adultos. É na fase da ninfa que são designados, com base nos hormônios determinantes de cada espécime, quem serão os operários e quem serão os soldados.
  • Tipo de alimentação: a celulose é a base alimentar comum a todos os cupins, seja vinda de madeira, papel ou tecidos.
  • Curiosidades: operários e soldados apresentam olhos vestigiais ou ausentes, orientando-se principalmente por feromônios e vibrações, possuindo expectativa de vida média entre 1 e 2 anos. Já os reprodutores podem viver por décadas, com a longevidade variando de acordo com a espécie e as condições ambientais.

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Com informações do Governo de São Paulo

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