Práticas de manejo contribuem para preservar o solo, reduzir erosões e minimizar perdas nas propriedades rurais

O período de chuvas exige atenção dos produtores rurais para evitar perdas nas lavouras e danos ao solo. A adoção de medidas preventivas, o planejamento das operações e o monitoramento das áreas antes e depois dos eventos climáticos são estratégias importantes para reduzir os impactos do excesso de água e preservar a capacidade produtiva das propriedades.
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De acordo com especialistas do Grupo Técnico de Conservação do Solo e da Água da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, um dos principais cuidados é evitar o trânsito de máquinas agrícolas durante as chuvas e logo após os eventos, principalmente quando o solo estiver muito úmido.
“A água reduz a resistência do solo e, quando há o tráfego de máquinas, especialmente as mais pesadas, aumenta o risco de compactação e deformação da sua estrutura. Por isso, é importante avaliar as condições da área antes de retomar as operações”, explica Cláudio Giusti, engenheiro agrônomo e representante do Grupo Técnico de Conservação do Solo e da Água da CATI.
Prevenção reduz os impactos
A conservação do solo deve ser planejada independentemente da ocorrência de chuvas intensas. Práticas como terraceamento, barraginhas, plantio em nível e plantio direto reduzem o escoamento superficial e favorecem a infiltração da água. A cobertura com palhada e plantas de cobertura também protege a superfície, reduz a erosão, contribui para a estabilidade dos agregados, estimula a microbiota e auxilia na reciclagem de nutrientes. No plantio direto, a menor movimentação do solo ajuda a preservar sua estrutura e favorece a infiltração e a recuperação da área.
Planejamento das operações
A previsão meteorológica deve orientar o planejamento das atividades no campo, evitando adubações e pulverizações antes de chuvas fortes e reduzindo riscos de lixiviação e lavagem dos produtos. Em períodos de excesso de umidade, é importante intensificar o monitoramento fitossanitário e, quando houver previsão de chuvas prolongadas próximas à colheita, avaliar a antecipação da operação conforme a cultura e o estágio de maturação. Também é fundamental manter canais e sistemas de drenagem, inclusive nas estradas rurais, em boas condições para reduzir processos erosivos e o carreamento de sedimentos.
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Depois da chuva
Após períodos de precipitação intensa, a orientação é vistoriar a propriedade para identificar erosões, pontos de alagamento, compactação e outros danos. As estradas rurais não pavimentadas também devem ser monitoradas, com sinalização ou interdição dos trechos afetados por erosão para evitar riscos ao trânsito e o agravamento dos danos.
“O monitoramento após a chuva é fundamental para entender o que aconteceu na área. A erosão pode representar perda de solo, matéria orgânica e nutrientes e também contribuir para o assoreamento de rios e mananciais. Por isso, o manejo preventivo, realizado na época adequada, é a melhor estratégia para evitar esses impactos e reduzir os danos em novos eventos”, afirma Giusti.
Suporte a produtores em caso de enchentes
Os produtores paulistas afetados por enchentes, temporais ou outros eventos climáticos extremos devem registrar os prejuízos e podem buscar orientação técnica. A CATI, por meio das Casas da Agricultura e de suas unidades regionais, realiza levantamentos e vistorias para dimensionar os danos. É importante fotografar as áreas atingidas, registrar, quando possível, data e localização, e reunir documentos, notas e orçamentos relacionados às perdas.
Confira os principais cuidados
- Evitar o tráfego de máquinas em solo encharcado, principalmente equipamentos pesados;
- Inspecionar áreas com processos erosivos antes e depois das chuvas;
- Manter a cobertura do solo com palhada ou vegetação;
- Adotar práticas como plantio direto, plantio em nível, terraceamento e barraginhas;
- Manter canais e sistemas de drenagem limpos e em condições adequadas;
- Reprogramar adubações e pulverizações quando houver previsão de chuvas fortes;
- Intensificar o monitoramento de doenças favorecidas pelo excesso de umidade;
- Avaliar a antecipação da colheita diante de previsão de chuvas prolongadas;
- Registrar os danos provocados por enchentes e temporais, com fotos, documentos e informações sobre as perdas;
- Procurar a Casa da Agricultura ou a CATI para receber orientação técnica e conhecer as alternativas de apoio disponíveis.
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Com informações do Governo de São Paulo

