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Home»São Paulo»USP inaugura o novo Centro de Inovação em Tecnologia Offshore
São Paulo

USP inaugura o novo Centro de Inovação em Tecnologia Offshore

adminBy adminJunho 16, 2024Sem comentários4 Mins Read
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Da esquerda para a direita: Kazuo Nishimoto, Marco Antonio Zago, Carlos Gilberto Carlotti Junior, Olivier Wambersie e Flávia Motta
Da esquerda para a direita: Kazuo Nishimoto, Marco Antonio Zago, Carlos Gilberto Carlotti Junior, Olivier Wambersie e Flávia Motta

Foi inaugurado na última quarta feira (12) o novo Centro de Inovação em Tecnologia Offshore (OTIC) da Universidade de São Paulo (USP). Com investimento total de R$ 163 milhões ao longo de cinco anos – financiados pela Shell do Brasil, Fapesp, USP e Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) – o OTIC tem como foco a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias mais eficientes e sustentáveis para a exploração de petróleo e gás em águas profundas.

“Este é o terceiro Centro de Pesquisa Aplicada [CPA] que lançamos em parceria com a Shell na USP. Nesse modelo, partimos do princípio de que para cada real de recurso público investido, outro real seja investido pela empresa privada. No entanto, a experiência tem nos mostrado que o recurso público tem sido multiplicado por 4,8. Isso evidencia a capacidade de alavancar recursos que esse programa pode ter. Os resultados dessa cooperação público-privada não são apenas para a aplicação prática da empresa, mas também para a formulação de políticas públicas e o avanço de ciência básica, gerando conhecimento científico importante para toda a sociedade”, disse Marco Antonio Zago, presidente da Fapesp.

Além do OTIC, Shell e Fapesp lançaram juntos nos últimos anos o Centro de Pesquisa para Inovação em Gases do Efeito Estufa (RCGI) e o Centro de Inovação em Novas Energias (Cine).

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O mais novo centro, criado em um contexto de transição energética, pretende produzir conhecimento científico e tecnológico a partir da aproximação da indústria, governo e academia. Sabe-se que as transformações necessárias no setor da energia offshore podem desempenhar um papel importante na redução imediata das emissões de carbono em todo o mundo.

“A indústria de energia offshore está passando por uma série de transformações e precisa ir na direção da maior produção de energia com menos emissões de gases do efeito estufa. São desafios tecnológicos importantes e o OTIC pretende contribuir com o desenvolvimento de pesquisas que tornem as operações offshore mais eficientes e com menor pegada de carbono”, afirmou Kazuo Nishimoto, diretor científico do novo CPA.

Cinco programas

Com mais de 250 pesquisadores envolvidos, o OTIC conta com 24 projetos de pesquisa e desenvolvimento, divididos em cinco programas técnicos que se interconectam: Novos Processos e Operações; Energia de Baixo Carbono; Novos Materiais e Nanotecnologia; Segurança das Pessoas, do Meio Ambiente e Economia Circular; e Transformação Digital. Cada uma dessas áreas tem potencial para gerar tanto soluções práticas e de curto prazo, quanto soluções disruptivas e transformadoras da indústria offshore no longo prazo.

Na cerimônia de lançamento do OTIC, Olivier Wambersie, gerente-geral de Tecnologia e Inovação da Shell Brasil, afirmou que a empresa tem como plano zerar a emissão de carbono até 2050. “Nosso objetivo é contribuir para que a indústria offshore tenha operações mais seguras e sustentáveis. O Brasil é um centro de excelência da tecnologia offshore de águas profundas e o trabalho de pesquisa e desenvolvimento é crucial para atingirmos nossa meta de zerar as emissões. Atualmente, existem apenas 50% da tecnologia necessária para chegarmos ao carbono zero e os resultados do Otic serão fundamentais para trilharmos esse caminho”, disse Wambersie.

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Segundo o executivo, a Shell do Brasil investe R$ 500 milhões por ano na área de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I). Só no OTIC serão investidos R$ 49 milhões por meio da cláusula que determina investimento em PD&I da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

De fato, a Shell é a segunda empresa que mais contribui por meio da cláusula da ANP. De acordo com Daniela Godoy Martins Corrêa, coordenadora de gestão ambiental da agência, a cláusula, que existe há 20 anos, já gerou R$ 30 bilhões em pesquisa e desenvolvimento – sendo a metade desse montante nos últimos cinco anos.

“Quase metade dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento segue a tendência do setor para a criação de tecnologias voltadas para a descarbonização e a eficiência energética”, informou Corrêa.

O evento de inauguração do OTIC foi realizado no Digital LAB, da USP, e contou com a presença de autoridades e pesquisadores. Participaram Carlos Gilberto Carlotti Junior, reitor da USP; Maria Arminda do Nascimento Arruda, vice-reitora da USP; o vice-almirante Celso Mizutani Koga, diretor de gestão de programas da Marinha (DGePM); Marco Antonio Zago, presidente da Fapesp; Olivier Wambersie, gerente-geral de Tecnologia e Inovação da Shell Brasil; Flávia Motta, diretora financeira e administrativa do IPT; Daniela Godoy Martins Corrêa, coordenadora de gestão ambiental da ANP; e Kazuo Nishimoto, diretor científico do OTIC.

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Com informações do Governo de São Paulo

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