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Home»Brasil»Operação contra envolvidos na morte de agente deixa 5 mortos no Rio
Brasil

Operação contra envolvidos na morte de agente deixa 5 mortos no Rio

adminBy adminAbril 15, 2025Sem comentários3 Mins Read
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Agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil realizaram, nesta terça-feira (15), desde as primeiras horas da manhã, uma operação contra criminosos envolvidos na morte do agente da Core João Pedro Marquini, 38 anos, na Serra da Grota Funda, no final de março.

A ação policial ocorreu nas comunidades dos Tabajaras e dos Cabritos, na zona sul do Rio, que tem acessos pelos bairros de Copacabana e de Botafogo. Na chegada dos agentes, houve confronto com criminosos. Muitos moradores e lojistas da região ficaram apavorados com os tiros. Vários comerciantes não chegaram a abrir seus estabelecimentos com medo de serem atingidos por balas perdidas.

No tiroteio, cinco integrantes da facção criminosa Comando Vermelho, que controlam o tráfico de drogas nas duas favelas, foram mortos. Em nota, a Polícia Civil informou que três deles faziam parte da liderança do tráfico de drogas. Entre eles, está Vinícius Kleber Di Carlantoni Martins, conhecido como “Cheio de Ódio”, apontado como um dos chefes do tráfico na Ladeira dos Tabajaras. O criminoso era um dos responsáveis por estimular ataques contra as forças de segurança pública do estado, informou a Polícia Civil.

As investigações apontaram que o veículo usado num ataque na comunidade do Cesarão, em Santa Cruz, na zona oeste, pouco antes da morte do policial João Pedro Marquini, pertencia ao traficante “Cheio de Ódio”. Segundo os agentes, a ordem para invadir a comunidade na zona oeste partiu dos criminosos da Ladeira dos Tabajaras, no outro extremo da cidade.

Na noite do dia 30 de março, Marquini dirigia seu carro particular, a caminho de casa, quando passou pela Estrada da Grota Funda. A mulher dele, a juíza Tula Corrêa, titular do 3º Tribunal do Júri da capital, que julga crimes contra a vida, seguia no carro dela, pouco atrás. No alto da serra, havia uma falsa blitz comandada por traficantes da Ladeira dos Tabajaras. O carro que usavam estava com várias marcas de tiros.

Quando percebeu a blitz, Marquini avisou a esposa pelo celular para que ela desse marcha a ré no carro e fugisse dos criminosos. A magistrada conseguiu escapar. O policial da Core, ao sair do carro dele, foi atingido por cinco tiros de fuzil e morreu na hora.

“A reação da polícia vai depender da ação do criminoso. Se eles não reagirem, não haverá confronto, e as forças policiais vão cumprir os mandados de prisão. Caso haja reação, é uma opção deles e vamos responder na mesma altura”, disse o secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi.

Ação

A operação de hoje, de acordo com a Polícia Civil, foi planejada para cumprir mandados de prisão contra dois criminosos identificados durante a investigação da morte de João Pedro Marquini. Para identificar os envolvidos no crime, a Polícia Civil realizou várias diligências.

Testemunhas foram ouvidas e, a partir de imagens de câmeras de segurança e do cruzamento de dados de inteligência, foi possível identificar os autores. As investigações continuam para prender os demais envolvidos e desarticular o grupo criminoso responsável pela execução do policial da tropa de elite da instituição.

“Foi possível associar os dois investigados com a Ladeira dos Tabajaras e definir o percurso feito pelos criminosos que atacaram Marquini. A operação possibilitou elementos que vão resultar no prosseguimento das investigações”, explicou o delegado Alexandre Herdy, do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa.

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Com informações da Agência Brasil

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