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Home»São Paulo»Secas podem reduzir valor calórico do néctar das flores em até 95%, aponta estudo
São Paulo

Secas podem reduzir valor calórico do néctar das flores em até 95%, aponta estudo

adminBy adminJulho 6, 2025Sem comentários4 Mins Read
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Estudo apoiado pela Fapesp aponta que as secas podem levar a uma redução de 95% do valor calórico potencial do néctar das flores, o que prejudica tanto polinizadores, como as abelhas, quanto as plantas que dependem de polinização cruzada para se reproduzir e frutificar, caso da abobrinha (Cucurbita pepo). Num cenário menos drástico, de redução de chuvas em 30%, a queda observada foi de 34%. Os resultados foram publicados na revista Scientific Reports. A gravidade da ameaça de escassez severa de água foi ressaltada por relatório divulgado ontem (02/07) pela Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD, na sigla em inglês), segundo o qual tanto regiões vulneráveis quanto desenvolvidas de todo o mundo foram atingidas por secas recordes nos dois últimos anos. “Os padrões climáticos globais em 2023 e 2024 consolidaram um cenário de impactos rigorosos de secas em todo o mundo, que persiste em 2025”, alerta o texto de apresentação do documento.   

Segundo Elza Guimarães, professora do Instituto de Biociências de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (IBB-Unesp) e coordenadora da pesquisa publicada na Scientific Reports, a redução de açúcares no néctar como efeito de secas, no pior cenário avaliado, foi de 1,3 mil quilos para 71 quilos por hectare, ou seja, mais de uma tonelada. “Sem néctar para consumir, as abelhas vão embora, as plantas não se reproduzem e os agricultores perdem a produção”, resume.

Guimarães é vinculada ao Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças do Clima (CBioClima), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP sediado no Instituto de Biociências da Unesp, em Rio Claro.

Seu trabalho mostrou ainda que um acréscimo na pluviosidade teve um efeito positivo no aumento de calorias do néctar em 74%. Os pesquisadores, porém, também ressalvam os problemas decorrentes de mais eventos de precipitação intensa num contexto ecológico mais amplo. “Uma alta frequência e intensidade de chuvas pode ter consequências devastadoras para as plantas, visitantes das flores como aves e insetos e para a própria manutenção das interações entre plantas e polinizadores”, afirma Maria Luisa Frigero, primeira autora do trabalho, realizado durante seu mestrado no IBB-Unesp.

Como exemplo, os autores citam a queda da atividade de polinizadores durante períodos chuvosos, uma vez que chuvas pesadas dificultam o voo e mesmo a regulação da temperatura corporal, exigindo mais energia para buscarem alimento. Além disso, há os efeitos nas plantações causados pelo aumento da erosão e pela perda de nutrientes.

Maria Luisa Frigero observa floração de plantas em casa de vegetação (foto: Elza Guimarães/IBB-Unesp)

Experimentos

Os experimentos foram feitos com plantas de abobrinha cultivadas em estufa, irrigadas de modo a simular o regime de chuvas dos últimos 40 anos no mês de setembro, quando é normalmente cultivada na região de Botucatu. Os cenários de aumento e redução da pluviosidade são os previstos pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) para o fim do século.

Foram produzidas 120 plantas em condições iguais de temperatura e disponibilidade de nutrientes e água até as primeiras folhas brotarem. Após esse período, foram divididas em quatro grupos de 30 indivíduos. Cada grupo recebeu um tratamento, de forma a simular diferentes condições de chuva.

Enquanto um grupo-controle se manteve no regime normal de pluviosidade para o período do ano na região, os outros receberam uma quantidade de água proporcional a um cenário de diminuição de chuvas (redução de 30%), excesso (57% de aumento) e seca, onde havia uma diminuição equivalente a 80% da pluviosidade normal, seguida por irrigação proporcional a chuvas extremas, simulando o efeito da seca prolongada seguida por chuva pesada.

As plantas foram acompanhadas por 60 dias em estufa fechada para garantir que nenhum inseto consumisse o néctar. Durante esse período foram medidas a quantidade de néctar e a de açúcares totais contidos por flor e por planta. Os dados permitiram ainda estimar a produção de néctar e açúcares por área plantada.

Embora os resultados sejam fruto de um trabalho experimental em estufa, com uma espécie cultivada, os autores acreditam que sejam um forte indicativo do que pode ocorrer em ambientes naturais e com outras culturas agrícolas.

O estudo contou ainda com a colaboração de Carmen Boaro, fisiologista e professora do IBB-Unesp, e de Leonardo Galetto, ecólogo da Universidade Nacional de Córdoba, na Argentina.

“Estamos agora explorando os efeitos das mudanças climáticas em espécies de plantas nativas e em outras cultivadas, testando o impacto de ondas de calor e de outros eventos extremos. Outro desdobramento do estudo é a investigação sobre como as abelhas reagem às mudanças que ocorrem nas flores nesse contexto, por meio de análises comportamentais”, diz Priscila Tunes, coautora do trabalho, que realiza pós-doutorado no IBB-Unesp com bolsa da FAPESP e atualmente realiza estágio na Queen Mary University of London, no Reino Unido.

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Com informações do Governo de São Paulo

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