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Alto Tietê

Palestra aborda defesa e políticas para a mulher em Osasco

adminBy adminAgosto 24, 2025Sem comentários3 Mins Read
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Segundo dados levantados em 2024, pelo MInistério da Justiça, em média, 1492 mulheres morrem anualmente e 3870 sofrem tentativa de feminicídio no Brasil. 80% dessas ocorrências são praticadas por ex-parceiros ou homens da família dessas mulheres. Esses alarmantes dados motivaram a Palestra “Mulher Segura”, promovida pela Câmara Municipal de Osasco, realizada na Associação Comercial de Osasco nesta quarta-feira (20).

Elsa Oliveira (Podemos), vereadora e Procuradora da Mulher no Legislativo, abriu o evento: “Temos uma epidemia de feminicídio em nosso país, dois casos muito graves em Osasco. Precisamos preparar as mulheres para se defender da violência em suas mais diversas formas”, disse Elsa.

Gerson Pessoa, prefeito de Osasco, esteve presente na palestra e salientou que todo mundo conhece alguma mulher que já foi agredida. “Temos trabalhado na criação de políticas públicas para combater esse tipo de violência e assumimos o compromisso de fortalecer a Secretaria da Mulher”, afirmou o prefeito.

Sandra Aparecida Santos, tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo e historiadora, fez um panorama da violência contra a mulher e abordou formas de evitar esses crimes. “As mulheres são 52% da população e apenas 18% dos políticos no Brasil. Se daqui 20 anos, ainda precisarmos debater o assunto, é sinal que falhamos como sociedade”, disse Sandra.

Ainda segundo a militar, as estatísticas de violência contra a mulher são estarrecedoras. “200 mil meninas entre 10-14 anos foram mães, 747 mil sofreram ameaças e 52 mil delas sofreram violência psicológica. Para quem critica a medida protetiva, cerca de 94% das vítimas de feminicídio não tinham medida protetiva”.

A tenente abordou ainda a desigualdade de gênero em outros campos: “Por conta do trabalho doméstico, as mulheres trabalham três horas a mais por dia. Em 1827, a mulher só aprendia a ler e as quatro operações básicas. Mesmo em classes mais abastadas, há agressões, a violência está em todos os estratos”, disse Sandra.

Emoções

Vanessa Viza, psicanalista e mentora, falou sobre os impactos emocionais dessas violências: “As mulheres precisam renascer das cinzas muitas vezes. Nossas feridas podem afetar nossos relacionamentos”.

Escritora e autora do livro “Você é seu lugar seguro”, Vanessa também falou sobre a necessidade das mulheres terem as rédeas das vidas delas: “Cuidem das carências de vocês, tenham auto responsabilidade pelas atitudes e escolhas que vocês fazem”.

Mentalidade

Luciano Camandoni, Secretário de Governo, falou sobre a necessidade de termos mais mulheres em postos de comando. “Fico feliz de ver a união dos setores público e privado na luta pelo fim da violência contra a mulher”.

Mara Casares, diretora feminina de eventos do São Paulo Futebol Clube, falou como o futebol e sua cultura podem ajudar a combater a violência contra a mulher. “Iniciamos um trabalho nesse sentido no clube e notamos como a segurança feminina passa pela prevenção. Falar de violência contra a mulher no futebol pode chamar a atenção dos homens”, explicou a advogada.

Isadora Katerenhuk, capitã da Polícia Militar paulista, falou como as policiais mulheres podem ajudar nas denúncias: “Muitas mulheres não se sentem à vontade para fazer a denúncia para um policial homem. Um contingente feminino é interessante para deixar as mulheres mais encorajadas a abrir queixa”.

 

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