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Alto Tietê

Mais de 500 educadores participam da palestra “Como ser um educador antirracista

adminBy adminMaio 23, 2026Sem comentários5 Mins Read
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Secretaria de Educação


Ministrada pela Profª Dra. Bárbara Carine, a palestra foi realizada por meio de uma parceria entre o Sesc Mogi das Cruzes e a Secretaria de Educação

22 de maio de 2026

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Além de sua sólida carreira acadêmica, Bárbara Carine transpôs os muros da universidade para impactar diretamente a sociedade. (Divulgação/PMMC)
Exposição de trabalhos sobre a educação antirracista realizados pelas escolas municipais Antonio Nacif Salemi (Alto do Ipiranga), Profª Guiomar Pinheiro Franco (Jardim São Pedro) e Profª Maria Eugênia . . .
Mais de 500 educadores da rede municipal de ensino de Mogi das Cruzes participaram na noite desta quinta-feira (21/05) da palestra. (Divulgação/PMMC)

Mais de 500 educadores da rede municipal de ensino de Mogi das Cruzes participaram na noite desta quinta-feira (21/05), no Auditório do Cemforpe, da palestra “Como ser um educador antirracista” com a profª Drª Bárbara Carine, referência nacional nas discussões sobre educação antirracista e relações étnico-raciais. O evento foi promovido pelo Sesc Mogi das Cruzes, em parceria com a Secretaria de Educação.

A secretária de Educação, Claudia Romanos destacou a importância do tema para os educadores e estudantes. “Agradeço ao SESC Mogi das Cruzes pela parceria e nos presentear com a fala desta grande educadora. A escola é um espaço de construção de valores e relações sociais. Este é um tema fundamental para combater a desigualdade, promover respeito à diversidade e formar cidadãos mais conscientes em nossas escolas”. 

A palestra proporcionou um espaço de reflexão, diálogo e transformação.

“Recebemos em nossa rede uma das mentes mais inspiradoras da educação brasileira contemporânea. Agradeço ao Sesc Mogi das Cruzes pela parceria nesta importante ação formativa. No DEPED (Departamento Pedagógico), as temáticas da educação antirracista e da perspectiva decolonial já integram as formações realizadas com professores e gestores da rede municipal.” disse o diretor do departamento da Secretaria de Educação, Mitch Almeida.

A Secretaria de Educação tem desenvolvido ações sobre esta temática, dentre as quais se destacam a adesão à Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ) e a participação no Grupo de Trabalho e Estudo (GTE) – Plano de Políticas Antirracistas (Decreto Municipal nº 23.874 de 30 de setembro de 2025. Além do apoio pedagógico e didático com relação à educação para as relações étnico-raciais no território de Mogi das Cruzes.

Palestra

Além de sua sólida carreira acadêmica, Bárbara Carine transpôs os muros da universidade para impactar diretamente a sociedade. Ela é idealizadora e sócia-consultora da Maria Felipa, a primeira escola afro-brasileira do país, que redefine os rumos da pedagogia na infância. É também autora do livro “Querido Estudante Negro”, finalista do Prêmio Jabuti, e sua obra “Como ser um educador antirracista” venceu o Prêmio Jabuti em 2024 na categoria Educação. Conhecida também nas redes sociais como “Uma Intelectual Diferentona”, ela democratiza o conhecimento com coragem, afeto e uma didática única.

“Sei que já estou um pouco presente no processo de formação continuada de educadores e educadoras aqui de Mogi das Cruzes, então para mim foi um prazer muito grande fazer uma espécie de complementação pedagógica. Gosto muito de estar em ambientes nos quais eu não estou começando do nada, eu gosto de caminhar ombro a ombro”, disse a palestrante.

A educadora falou sobre o processo de transformação da sociedade. “A gente está em uma sociedade que é um complexo de complexos. Existem vários complexos sociais, o complexo educacional, a saúde, a política institucional, a comunicação. Enfim, vários complexos. E por ser um complexo de complexos, a gente só consegue transformar a sociedade, mexendo em todos eles”. 

Bárbara completa que o papel da escola é parte deste processo. “A escola por si só não tem a capacidade de transformar a sociedade, mas sem ela, muito menos, a transformação ocorrerá. Sobretudo por conta de que é da escola que partem as pessoas que vão ocupar todos os espaços profissionais outros, fora da educação. Então, eu diria que é um processo formativo de longo prazo, mas que é efetivo e lá na frente vamos colher os frutos dessa semeadura pedagógica”. 

Para a supervisora de ensino, Aliane Pontes, a palestra tocou os presentes. “Foi uma palestra incrível, com falas tocantes que emocionam e reforçam a urgência de uma educação antirracista, pautada no respeito, na equidade e na valorização da diversidade. Um momento potente de reflexão e sensibilização coletiva”.

No foyer do Auditório, foram apresentados trabalhos sobre a educação antirracista realizados pelas escolas municipais Antonio Nacif Salemi (Alto do Ipiranga), Profª Guiomar Pinheiro Franco (Jardim São Pedro) e Profª Maria Eugênia Fochi de Araújo (Parque Residencial Itapeti). Os participantes também conferiram a exposição “Pin-ups pretas”, com fotos de May Rabello, retratando mulheres negras de Mogi das Cruzes e região.

Estiveram presentes a secretária municipal da Mulher, Lívia Bolina, a gerente do Sesc Mogi das Cruzes, Denise Mariano e adjunta, Ruth dos Santos, representantes dos conselhos municipais de Educação (CME) e de Promoção da Igualdade Racial (COMPIR) e do Grupo de Estudos sobre Equidade Racial e de Gênero e do Grupo de Estudos sobre Políticas Antirracistas do Deped da Secretaria de Educação.


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