Close Menu
Carioca de Suzano NotíciasCarioca de Suzano Notícias
  • Alto Tietê
  • Brasil
  • Mundo
  • São Paulo
What's Hot

Brasileiras são vice-campeãs da Copa América de futebol de cegas

Setembro 9, 2026

Nova presidência do Comjuve toma posse com objetivo de ampliar ações

Setembro 9, 2026

Morre Zélia Amador de Deus, referência da luta antirracista no Pará

Setembro 9, 2026
Facebook X (Twitter) Instagram
Carioca de Suzano NotíciasCarioca de Suzano Notícias
  • Alto Tietê
  • Brasil
  • Mundo
  • São Paulo
Facebook X (Twitter) Instagram
Carioca de Suzano NotíciasCarioca de Suzano Notícias
Home»Brasil»Morre Zélia Amador de Deus, referência da luta antirracista no Pará
Brasil

Morre Zélia Amador de Deus, referência da luta antirracista no Pará

adminBy adminSetembro 9, 2026Sem comentários3 Mins Read
Facebook Twitter Pinterest Telegram LinkedIn Tumblr WhatsApp Email
Share
Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Telegram Email

A professora emérita Zélia Amador de Deus, de 74 anos, da Universidade Federal do Pará (UFPA), morreu, nesta terça-feira (8), em Belém (PA).

A pesquisadora em ciências sociais e ativista foi uma das fundadoras do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa) e atuou na defesa dos direitos das comunidades quilombolas. 

No último dia 18 de agosto, ela foi homenageada na universidade com o plantio de um baobá. Segundo divulgou a universidade na ocasião, a professora foi fundamental para a construção de uma instituição mais plural, inclusiva e comprometida com a igualdade racial. Ela é reconhecida como uma das principais referências do movimento negro na Amazônia.

No evento, a professora estava emocionada. “Esse baobá representa muito para mim, porque fala de ancestralidade, de memória e daqueles que vieram antes de nós”, afirmou. A escolha do baobá tem relação com a importância simbólica da árvore para diferentes povos africanos.

Ampliação de acessos 

Zélia Amador de Deus atuou contra o racismo e defendeu a ampliação do acesso e da permanência de grupos historicamente excluídos do ensino superior.

“Zélia é uma referência, um símbolo, uma entidade. Mas nunca deixou de cultivar as relações humanas, a amizade e o cuidado com as pessoas”, disse, no evento, o reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva.

A pesquisadora foi vice-reitora entre 1993 e 1997 e recebeu, em 2019, o título de professora emérita de Antropologia e Ciências Sociais, entre outros saberes ancestrais e acadêmicos.

“Norteou o olhar”

Ao receber a notícia da morte de Zélia, a historiadora Janira Sodré, fundadora do Instituto Pretas e secretária executiva da Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), disse que a professora foi “insurgente” e que “nos ensinou a nortear o olhar sobre o país” ao colocar protagonismo às mulheres da Amazônia Negra. 

“Será sempre bem lembrada por sua tenacidade e alegria”, afirmou a historiadora. 

O professor Jonas Pinheiro, pesquisador da área de educação, também destacou o legado da professora. Ele acrescenta que ela foi decisiva na luta pelas cotas raciais, pelo processo seletivo especial quilombola e por uma respeito aos saberes tradicionais.  

“Zélia Amador de Deus abriu caminhos para que nós, quilombolas, negros, indígenas e povos tradicionais, pudéssemos ocupar e permanecer na UFPA”, afirmou.

A cantora e compositora Gaby Amarantos também se pronunciou sobre a perda da cientista. “Obrigada por tudo professora, seus ensinamentos ficam conosco pra sempre!”, destacou. 

Nasceu no Marajó

A história da luta de Zélia foi de luta. Ela foi filha de mãe solteira, de 15 anos de idade, e nasceu em uma fazenda de gado de Soure, na Ilha do Marajó, em 1951.

A família se mudou para periferia de Belém. A mãe trabalhava como empregada doméstica. O avô, vaqueiro no Marajó, tornou-se operário da construção civil. A avó lavava roupa para fora.  

“A menina Zélia estudou em escolas públicas e sofreu racismo por causa da cor da pele e do cabelo crespo”, destacou a UFPA quando agraciou Zélia com o título de professora emérita.

Zélia dizia que aprendeu com a avó não baixar a cabeça e impor sua presença em qualquer lugar que estivesse.

source
Com informações da Agência Brasil

Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
admin
  • Website

Related Posts

Brasileiras são vice-campeãs da Copa América de futebol de cegas

Setembro 9, 2026

AGU pede suspensão imediata do afastamento de diretor-geral da PF

Setembro 8, 2026

Dólar cai a R$ 5,08 e atinge menor valor em um mês

Setembro 8, 2026

Anvisa aprova genéricos de medicamentos contra diabetes e obesidade

Setembro 8, 2026

Comissão aprova projeto que prevê isenção de impostos para equipamentos de tecnologia assistiva

Setembro 8, 2026

Investigação expõe trituração de pintinhos na indústria de ovos

Setembro 8, 2026
Leave A Reply Cancel Reply

Editors Picks

Brasileiras são vice-campeãs da Copa América de futebol de cegas

Setembro 9, 2026

Nova presidência do Comjuve toma posse com objetivo de ampliar ações

Setembro 9, 2026

Morre Zélia Amador de Deus, referência da luta antirracista no Pará

Setembro 9, 2026

‘Suzano Mais Emprego’ divulga 30 vagas para atuação nas obras do Complexo Viário do Alto Tietê

Setembro 9, 2026
Advertisement
© 2026-Carioca de Suzano - Todos os direitos reservados..
  • Alto Tietê
  • Brasil
  • Mundo
  • São Paulo

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

imunify-bot-check
Go to mobile version