Operação também apreendeu 29 celulares e 26 chips utilizados no esquema criminoso; uma das vítimas teve prejuízo de R$ 53,1 mil
A Polícia Civil prendeu seis homens em uma chácara utilizada como central de aplicação do golpe do falso gerente bancário, em Jarinu, no interior de São Paulo, na quarta-feira (7). No imóvel, os policiais apreenderam 29 celulares, 26 chips telefônicos, anotações e dois veículos suspeitos de serem utilizados no esquema criminoso.
A ação, coordenada pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) de Carapicuíba, foi realizada durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisão temporária. De acordo com as investigações, os suspeitos se passavam por funcionários de bancos para ganhar a confiança das vítimas e obter dados pessoais e senhas de acesso às contas bancárias.
Os dados eram repassadas a outros integrantes da quadrilha, que acessavam os aplicativos bancários das vítimas para realizar transferências fraudulentas.
A investigação começou após uma correntista ser vítima do golpe, em julho deste ano. Segundo o boletim de ocorrência, os criminosos se passaram pelo gerente bancário da mulher e conseguiram acesso à conta dela, de onde realizaram diversas transferências via Pix, causando um prejuízo de R$ 53,1 mil.
Durante as buscas na chácara, parte dos celulares foi encontrada sobre uma mesa, enquanto outros aparelhos estavam em um dos cômodos. Os policiais também localizaram uma caderneta com anotações relacionadas à investigação.
Segundo a apuração, a quadrilha mantinha uma estrutura organizada, com divisão de tarefas e atuação em horários próximos aos de funcionamento das agências bancárias. Enquanto alguns integrantes obtinham dados dos correntistas e entravam em contato com as vítimas, outros eram responsáveis por acessar as contas e movimentar os valores.
Um dos investigados afirmou que receberia um percentual dos valores obtidos com as fraudes.
Os seis homens, com idades entre 20 e 27 anos, foram presos em flagrante e são investigados pelos crimes de organização criminosa e fraude eletrônica. A Polícia Civil prossegue com as investigações para identificar outros possíveis envolvidos e apurar a participação do grupo em outros golpes.
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Com informações do Governo de São Paulo

