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Home»Mundo»Descartada por Trump, Corina ataca Delcy e promete voltar à Venezuela
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Descartada por Trump, Corina ataca Delcy e promete voltar à Venezuela

adminBy adminJaneiro 7, 2026Sem comentários5 Mins Read
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Descartada para assumir o poder na Venezuela pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donaldo Trump, a líder mais conhecida da oposição venezuelana, María Corina Machado, atacou a presidente interina Delcy Rodríguez, exaltou Trump e prometeu voltar à Venezuela “o mais breve possível” após o sequestro do presidente do país, Nicolás Maduro, no último sábado (3).  

Por outro lado, a oposição tida como moderada na Venezuela segue apostando no diálogo com o governo de Delcy Rodríguez para conseguir vitórias políticas, como a libertação de pessoas apontadas como presas políticas.

Tida como líder do setor mais radical da oposição, Corina Machado atacou Delcy Rodríguez acusando-a de ser uma das “principais arquitetas” da repressão estatal.

“Ela é uma das principais aliadas e intermediárias da Rússia, China e Irã. Certamente, não é uma pessoa em quem investidores internacionais possam confiar”, comentou em entrevista exclusiva à Fox News, mídia pró-Trump dos EUA.

Corina Machado ainda agradeceu o presidente Trump e disse que o 3 de janeiro entrará para a História “como dia que a Justiça derrotou a tirania” e que, agora, “os venezuelanos estão mais próximos da liberdade”.

Eleições

Proibida de disputar as eleições presidenciais de 2024 devido à condenação por corrupção quando era deputada, María Corina Machado indicou o diplomata Edmundo González para disputar o pleito em 28 de julho do ano passado. Segundo os dados oficiais da Justiça Eleitoral do país, Edmundo perdeu para Maduro.

Como o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) não divulgou os dados detalhados por urna, o pleito não foi reconhecido por observadores internacionais e por diversos países. A oposição sustenta que Edmundo foi o verdadeiro vencedor.

Durante a entrevista à mídia estadunidense, Corina voltou a sugerir que poderia assumir o Poder na Venezuela com a saída de Maduro e citou novas eleições.

“Transformaremos a Venezuela no centro energético das Américas. Traremos o Estado de Direito. Abriremos os mercados. Daremos segurança ao investimento estrangeiro. E traremos de volta para casa milhões de venezuelanos que foram forçados a fugir do nosso país”, completou a oposicionista.

Em outubro deste ano, María Corina Machado ganhou o Prêmio Nobel da Paz por sua atuação contra os governos chavistas. Ela deixou o país em dezembro rumo à Europa para receber o prêmio.

Também do exterior, o então candidato presidencial Edmundo González voltou a defender que ele é o presidente legítimo da Venezuela. Para González, o sequestro de Maduro foi um passo importante, mas insuficiente para a transição política no país.

“Dirijo-me com calma e clareza às Forças Armadas Nacionais e às forças de segurança do Estado. Seu dever é defender e fazer cumprir o mandato soberano expresso em 28 de julho de 2024”, disse.

Os militares venezuelanos não reconhecem Edmundo como presidente.

Oposição moderada

O professor do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Central de Venezuela (UCV) Rodolfo Magallanes explicou à Agência Brasil que a oposição segue dividida entre um setor mais radical, liderado por Corina, e outro mais moderado, que atua na legalidade venezuelana sob a hegemonia chavista.

Segundo o professor, não há qualquer diálogo entre os dois tipos de oposição, com a mais moderada expressando desejo de diálogo com o governo interino de Delcy Rodríguez.

“Há duas visões de se fazer oposição. Uma muito violenta e extrema, que defendeu ações totalmente ilegais, arbitrárias e contrárias à soberania venezuelana e há outra oposição que, mesmo antes do cenário da intervenção estrangeira dos EUA, assumiu a defesa nacional mesmo com este governo”, afirmou.

Ao assumir o mandato nessa segunda, o deputado Stalin González (Partido Um Novo Tempo) criticou os enfrentamentos políticos inúteis e disse que aposta no diálogo para libertação de presos.

“A Assembleia Nacional deve ser o espaço para o debate democrático e para as soluções de que a Venezuela precisa urgentemente. Estamos aqui para isso: colocar a política a serviço do povo, construir pontes e pavimentar o caminho da lei, da justiça e da reconciliação nacional. A Venezuela não precisa de mais confrontos estéreis que apenas aprofundam a ferida que dilacera a alma de cada venezuelano”, disse.

Os partidos em torno de Corina Machado não participaram da eleição Legislativa de maio de 2025, alegando falta de condições para competir após as denúncias contra o pleito presidencial de 2024.

O ex-candidato presidencial e ex-governador de Miranda, Henrique Capriles, rejeitou a decisão de Corina de se abster do pleito e foi eleito deputado federal para o período 2026-2031

Após o sequestro de Maduro, Capriles defendeu uma transição ordenada, pediu a libertação dos presos por motivos políticos e defendeu “evitar erros que nos custaram anos adicionais de retrocesso”.

“O caos nunca foi aliado da mudança, nem pode continuar sendo uma desculpa para perpetuar erros que só agravam o sofrimento das pessoas. Precisamos virar a página da vingança e da improvisação. Devemos guiar o país rumo a uma solução democrática com garantias reais para todos”, afirmou.

Trump com Delcy

Ao ser questionado sobre a María Corina Machado, Trump descartou que ela possa assumir o Poder na Venezuela. Em entrevistas a jornalistas após a captura de Maduro, o chefe da Casa Branca indicou que estabelecerá diálogo com a presidente interina Delcy Rodríguez e disse que Corina não tem apoio interno suficiente.

“Acho que seria muito difícil para ela ser a líder. Ela não tem apoio interno nem respeito dentro do país. É uma mulher muito simpática, mas não tem o respeito necessário para ser líder”, declarou.

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Com informações da Agência Brasil

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