Secretaria de Agricultura e Segurança Alimentar


Iniciativa foi promovida pela CATI, em parceria com a Prefeitura de Mogi das Cruzes, e reuniu produtores estudantes, extensionistas e técnicos da região do Alto Tietê

11 de setembro de 2026





Acessibilidade

Mogi das Cruzes realiza capacitação técnica sobre Protocolo de Transição Agroecológica (PTA), no auditório da regional da CATI (Divulgação/PMMC)
Mogi das Cruzes realiza capacitação técnica sobre Protocolo de Transição Agroecológica (PTA), no auditório da regional da CATI (Divulgação/PMMC)

A Prefeitura de Mogi das Cruzes, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Segurança Alimentar, participou nesta quinta-feira (10/09), de uma capacitação técnica sobre o Protocolo de Transição Agroecológica (PTA), no auditório da regional da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) do município.

Promovida pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da CATI, em parceria com a Secretaria Municipal de Agricultura e Segurança Alimentar, a iniciativa reuniu produtores, estudantes, extensionistas e técnicos da região do Alto Tietê para orientar e incentivar a conversão de lavouras convencionais em sistemas sustentáveis de produção.

A programação contou com duas palestras técnicas, com a bióloga e integrante do Grupo Técnico de Agroecologia da CATI, Andrea Mayumi, e com o pesquisador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) – Regional de São Roque, Sebastião Wilson Tivelli.

Mayumi explicou a diferença entre o Protocolo de Transição Agroecológica (PTA) e a Certificação Orgânica. O PTA é um processo gradual e contínuo de adequação das práticas de manejo sem o uso de agrotóxicos e adubos químicos. Já a Certificação Orgânica exige conformidade plena com as normativas específicas para o selo final. 

A atividade detalhou, ainda, o passo a passo para a obtenção do certificado estadual (via Resolução Conjunta SAA/SIMA/SJC nº 01/2022), o uso da Calculadora de Agrobiodiversidade do SisRural para o mapeamento da propriedade, e ressaltou o papel indispensável do extensionista rural, cujo acompanhamento técnico orienta e dá suporte ao produtor ao longo de todas as etapas da transição.

Já o especialista Sebastião Wilson Tivelli abordou os métodos de equilíbrio químico e biológico do solo (Método Albrecht), o manejo de micronutrientes e a Teoria da Trofobiose, demonstrando como a adubação orgânica e o uso de bioinsumos fortalecem as plantas naturalmente contra pragas e doenças.

A adesão ao protocolo e à certificação estadual garantem ao produtor rural:

– a certificação e rastreabilidade: emissão gratuita do Certificado de Transição Agroecológica, reconhecendo o empenho do agricultor na adoção de boas práticas agroambientais;

– acompanhamento técnico contínuo: suporte direto da assistência técnica e extensão rural (ATER) para planejar e consolidar as mudanças na propriedade;

– oportunidades de mercado: agregação de valor à produção e maior competitividade em feiras livres e programas de compras públicas, como o PNAE (merenda escolar) e o PMAA (Programa Mogiano de Aquisição de Alimentos).


source

Share.
Leave A Reply

Exit mobile version