Desde 2007, Estado registrou 199 casos e 101 óbitos; doença pode evoluir rapidamente e exige investigação imediata dos casos suspeitos

Publicado em 26/10/2026 – 12:21

A identificação precoce é fundamental para a avaliação clínica e o início oportuno dos cuidados necessários, além de permitir que a vigilância epidemiológica investigue o caso e oriente as medidas de prevenção e controle. Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

A hantavirose apresenta alta letalidade no estado de São Paulo. Desde 2007, foram registrados 199 casos e 101 óbitos, o que corresponde a uma taxa de letalidade de aproximadamente 51%. Em 2026, até setembro, foram confirmados quatro, sendo que um evoluiu para óbito. Diante da gravidade da doença, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) reforça a importância da identificação precoce dos casos suspeitos e do início imediato da investigação epidemiológica.

A hantavirose é uma zoonose viral aguda transmitida principalmente pela inalação de partículas contaminadas pela urina, fezes ou saliva de roedores silvestres infectados. No Brasil, a doença se manifesta, em geral, como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), que pode provocar comprometimento respiratório e cardíaco e evoluir rapidamente para quadros graves.

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A vigilância epidemiológica atua na investigação dos casos suspeitos, na confirmação laboratorial e na apuração das circunstâncias de exposição. As investigações epidemiológicas e ambientais contribuem para identificar o provável local de infecção, reconhecer fatores de risco e orientar as medidas de prevenção e controle. Os casos suspeitos devem ser notificados imediatamente aos serviços de vigilância, conforme os protocolos vigentes.

Prevenção

A principal medida preventiva é evitar o contato com roedores silvestres e com suas excretas, como urina, fezes e saliva. Para isso, é importante manter ambientes limpos, evitar o acúmulo de entulho e alimentos, armazenar mantimentos em recipientes fechados e vedar frestas e acessos que permitam a entrada de roedores.

Em locais fechados, como galpões, depósitos, paióis e imóveis com sinais de presença desses animais, é necessário ventilar o ambiente antes da limpeza, além de utilizar equipamentos de proteção individual como luvas e máscara apropriada ao realizar manipulação ou limpeza. Deve-se evitar varrer a seco ou levantar poeira, priorizando procedimentos de limpeza úmida que reduzam o risco de dispersão de partículas contaminadas.

Sinais de alerta

Pessoas que tenham frequentado locais com presença ou vestígios de roedores silvestres e apresentem febre, dores no corpo, mal-estar, náuseas, vômitos, dor abdominal, tosse ou falta de ar devem procurar atendimento médico imediatamente e informar a possível exposição.

A identificação precoce é fundamental para a avaliação clínica e o início oportuno dos cuidados necessários, além de permitir que a vigilância epidemiológica investigue o caso e oriente as medidas de prevenção e controle.

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Com informações do Governo de São Paulo

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